(Henrique de Oliveira, advogado em Belo Horizonte, especialista em direito
processual civil, MBA em advocacia de alta performance, consultor de dívidas da
Tchau Dívidas Consultoria Ltda.)
O endividamento é uma realidade comum e crescente na vida do cidadão brasileiro, afetando milhões de pessoas de diversas classes sociais e, infelizmente, independe de renda, faixa etária ou profissão.
Além dos reflexos financeiros negativos, as obrigações assumidas pelo consumidor, que se transformam em dívidas, passam a ter um impacto significativo em sua saúde física e mental, causando uma série de emoções negativas, como: aumento do estresse, ansiedade, depressão, insônia, falta de concentração, tristeza, irritabilidade, baixa autoestima, desesperança e outros problemas psicológicos.
Neste artigo, vamos explorar como o endividamento afeta a saúde física e mental dos devedores e por que é fundamental lidar com essa questão de maneira responsável. Segundo uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA)[1], 49% dos brasileiros apresentam altos níveis de estresse a ponto de não conseguirem descansar de modo adequado, por estarem preocupados com sua atual situação financeira.
Com base nessa estatística, pode-se afirmar que o endividamento está diretamente relacionado ao aumento dos níveis de estresse. Isso porque as dívidas criam uma sensação constante de preocupação, insegurança e falta de controle sobre a própria vida financeira dos endividados. Para muitas pessoas, essa pressão resulta em insônia, irritabilidade e até quadros de depressão. E quanto maior a dívida, mais graves tendem a ser os efeitos psicológicos.
Como causas do estresse financeiro suportado por endividados, listamos:
Preocupação com o futuro: pessoas endividadas frequentemente sofrem por não conseguirem prever quando ou como se livrarão de suas dívidas. Além disso, elas não conseguem se planejar para eliminar o endividamento, pois não encontram forças para alterar seus hábitos e estilo de vida. O acúmulo de dívidas com cartões de crédito, empréstimos e financiamentos, assim como a manutenção de um estilo de vida incompatível com seus rendimentos, cria uma pressão constante sobre o indivíduo, dificultando o pagamento e gerando incertezas sobre o futuro financeiro.
Vergonha e estigma: muitos brasileiros evitam falar sobre suas dificuldades financeiras com familiares, amigos ou até deixam de buscar ajuda profissional. Isso geralmente acontece porque o endividado sente vergonha em compartilhar seu status de devedor, o que agrava ainda mais seu isolamento emocional.
Pressão familiar e social: a manutenção de um estilo de vida incompatível com a renda auferida e a incapacidade de prover o básico ou manter o padrão de vida desejado para si e sua família geram ainda mais estresse, diante dos desgastes diários enfrentados na tentativa de equilibrar receitas, gastos e o que se pretende oferecer à família.
O estresse prolongado causado pelas dívidas pode levar ao desenvolvimento de problemas de saúde física, como aumento da pressão arterial, dores de cabeça, fadiga e distúrbios do sono. Segundo estudos realizados por pesquisadores da University College London[2], no Reino Unido, pessoas que enfrentam dificuldades financeiras crônicas têm maior tendência a desenvolver problemas de saúde devido à interação entre os sistemas imunológico, nervoso e endócrino. Os estudos também sugerem uma ligação entre estresse financeiro e problemas cardíacos.
Feitas essas considerações, seguem algumas dicas para reduzir o impacto do endividamento na sua saúde física e mental:
- Reconhecer a situação: inicialmente, é fundamental que o endividado reconheça e aceite sua situação de endividamento e comece a planejar uma solução para sair desse cenário.
- Elaborar um planejamento financeiro: criar uma estratégia, um cronograma e utilizar uma planilha para organizar suas finanças com clareza pode reduzir a ansiedade e ajudar a visualizar maneiras de amenizar o endividamento. Isso inclui entender suas receitas, suas dívidas e elaborar um plano de pagamento, priorizando os compromissos mais importantes e buscando alternativas de renegociação.
- Apoio psicológico: infelizmente, a população brasileira não tem o hábito de buscar ajuda com terapeutas. Muitas pessoas ignoram, mas o suporte psicológico durante períodos de crise financeira é essencial. Ter um profissional ao lado pode ajudar a enfrentar as pressões, melhorar o bem-estar e colaborar no planejamento para superar o endividamento.
- Educação financeira: aprender a gerir o dinheiro de maneira eficaz evita novos ciclos de endividamento. É por isso que a Tchau Dívidas poderá te auxiliar nesta etapa de aprendizado, por meio da aquisição do Plano de Libertação Financeira Tchau Dívidas, um documento personalizado com recomendações de prevenção e combate ao endividamento.
Portanto, a ligação entre dívidas e estresse é evidente e o endividamento não afeta apenas as finanças pessoais, mas também a saúde mental e física. Identificar os sinais de estresse financeiro e buscar estratégias eficazes para lidar com ele é fundamental para alcançar o equilíbrio emocional e econômico.
Com o Plano de Libertação Financeira Tchau Dívidas você obtém suporte especializado, podendo sair do ciclo de endividamento e melhorar sua qualidade de vida, encerrando o estresse físico e mental ocasionado pelo endividamento.
[1]Fonte:https://einvestidor.estadao.com.br/educacao-financeira/dividas-causam-estresse-brasileirospesquisa-anbima/
[2]Fonte:https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/estresse-financeiro-constante-pode-afetar-sua-saude-fisica,9ce7fe42c950f5086b5f9d5260817f8el27gz9r2.html
